A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa (Republicanos), tem evitado o fortalecimento de nomes da própria oposição no pleito de 2026. E, conforme informações de bastidores, isso estaria diretamente ligado a um jogo político da gestora de olho em 2030, que pode atrapalhar ainda mais o bloco para as eleições deste ano.
A avaliação é de que uma eventual vitória da oposição ao governo estadual poderia dificultar os planos futuros da gestora. Isso porque um grupo eleito tende a disputar a reeleição com o peso da máquina administrativa, o que naturalmente eleva o grau de dificuldade para adversários que pretendem chegar ao poder no ciclo seguinte.
Dentro desse contexto, ganham força interpretações de que Emília não teria interesse direto no fortalecimento de candidaturas como as de Valmir de Francisquinho (Republicanos) e Ricardo Marques (Cidadania), ambos que já não foram poupados por sua postura centralizadora e vaidosa.
Reservadamente, até aliados mais próximos apontam um estilo de condução considerado centralizador e excessivamente focado no protagonismo pessoal. Há quem avalie que lideranças que passam a ganhar visibilidade dentro do grupo acabam sendo contidas ou afastadas, movimento que já teria atingido nomes como o próprio Ricardo e Valmir.

