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A narrativa que não se sustenta: entenda como Valmir perdeu a confiança dos sergipanos

Há pessoas que, à primeira vista, parecem íntegras. Falam bonito, emocionam, conquistam confiança. Mas, com o tempo, os gestos revelam o contrário. E foi exatamente isso que aconteceu com Valmir de Francisquinho.

Por muito tempo, Valmir de Francisquinho construiu a imagem de homem simples, popular e perseguido politicamente, uma espécie de “samaritano injustiçado” que se apresentava tentando conquistar os sergipanos. A narrativa o acompanhou durante anos. Mas, como em toda farsa bem contada, o roteiro não resistiu à realidade e seus gestos revelaram o contrário do que tentava mostrar.

A máscara começou a cair em 2022, quando, mesmo inelegível e inapto para disputar as eleições, Valmir se recusou a ceder espaço à então candidata a vice Emília Corrêa (PL). Movido por vaidade, ele insistiu em sustentar uma candidatura natimorta, que terminou anulada, com votos desperdiçados e um rastro de frustração entre aliados.

O segundo ato dessa derrocada veio logo depois, no segundo turno, quando Valmir decidiu apoiar o candidato do PT, contrariando a base bolsonarista que até então lhe dava sustentação. E isso acentuou o desgaste com a direita, especialmente com setores independentes, que passaram a enxergar no prefeito um político disposto a qualquer movimento para se manter em evidência, mesmo que à custa da coerência.

De lá para cá, ele também tem acumulado embates e episódios de fogo amigo contra os próprios aliados. Nos bastidores, Valmir passou a mirá-los com sua metralhadora de ataques, inclusive contra adversários e ex-aliados, recorrendo a ações judiciais para intimidar e desgastar. Isso, diga-se de passagem, é mais uma de suas incoerências, por ser justamente ele quem dizia ser perseguido.

Diante de tantos episódios polêmicos, hoje, a imagem de “vítima” já não se sustenta. E essa figura naturalmente cedeu espaço à de um personagem desgastado, cercado por desconfiança e ressentimentos. Em Sergipe, cresce o consenso de que Valmir de Francisquinho é o retrato de uma narrativa que desmoronou sob o peso das próprias contradições, e que dificilmente será reconstruída.

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