O recuo de Thiago de Joaldo e de outros deputados que votaram a favor da chamada PEC da Blindagem, apelidada nas redes sociais de “PEC dos Bandidos”, não foi suficiente para conter a indignação popular. Após a repercussão negativa, os parlamentares divulgaram pedidos de desculpas e justificativas, mas foram recebidos com revolta e ironia pelos internautas.
A proposta, criticada por juristas e entidades civis, estabelecia mecanismos que ampliavam privilégios parlamentares e dificultavam investigações contra políticos. Ao perceberem a reação negativa da sociedade, deputados tentaram se reposicionar, alegando ter sido um “erro” ou resultado de pressões políticas.
Nas redes sociais, no entanto, o tom predominante foi de descrédito. Comentários apontaram que as desculpas não apagam a intenção inicial de aprovar um projeto que beneficia diretamente os próprios parlamentares. Muitos classificaram o gesto como oportunista, destacando que só houve recuo após a mobilização popular expor o desgaste político.
“Não é arrependimento, é medo da urna”, escreveu um internauta. Outros ironizaram, afirmando que os deputados “testaram a reação da sociedade e, como não colou, resolveram voltar atrás”. O termo “PEC dos Bandidos” ganhou força exatamente por traduzir a percepção de que a proposta era feita sob medida para proteger quem deveria ser fiscalizado.
O episódio reforça a crise de confiança entre representantes e representados. Para analistas, a situação demonstra que boa parte dos parlamentares atua guiada pelo cálculo político e não por princípios. O caso de Thiago de Joaldo e de seus pares deixa claro: o eleitorado está atento e não aceita mais desculpas de ocasião.

