A defesa das mulheres se tornou um dos principais eixos da trajetória pública da Delegada Danielle Garcia (MDB) em Sergipe. Da experiência de mais de duas décadas na segurança pública à passagem pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres, a candidata a deputada estadual construiu uma atuação ligada principalmente ao enfrentamento à violência, à autonomia financeira e à ampliação dos espaços ocupados pelas sergipanas.
Foi à frente da Secretaria da Mulher que essa atuação ganhou uma dimensão maior dentro da administração estadual. Danielle participou da estruturação de uma pasta que posteriormente ganhou autonomia administrativa e orçamento próprio. Durante sua gestão, foram colocadas em prática iniciativas como o CMais Mulher, o Mapa da Mulher Sergipana, o Selo Empresa Amiga da Mulher, ações de qualificação profissional e campanhas de enfrentamento à violência.
Uma das marcas desse período foi justamente a tentativa de tratar a política para as mulheres de maneira transversal. Na gestão, Danielle defendia que temas como emprego, saúde, assistência social e segurança também precisavam considerar as necessidades específicas da população feminina. Essa linha de atuação fez com que a Secretaria trabalhasse em conjunto com diferentes áreas do Governo do Estado.
Entre os programas associados à sua passagem pela pasta também estão o Ônibus Lilás, que leva atendimento e orientação sobre violência doméstica aos municípios, o Maria da Penha vai à Escola e ações de fortalecimento da rede de proteção. Danielle também participou das articulações para implantação da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe, concebida para concentrar serviços de segurança, Justiça e assistência às vítimas de violência.
Agora, na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa, Danielle tenta transformar essa experiência em uma das principais bandeiras de sua candidatura. Em entrevista recente, ela afirmou que a pauta feminina não surgiu durante o período eleitoral e lembrou sua atuação à frente da Secretaria. A candidata também tem chamado atenção para a baixa presença feminina na própria Alese, defendendo maior participação das mulheres nos espaços de decisão.
É esse conjunto de experiências que ajuda a explicar o espaço ocupado por Danielle no debate sobre políticas para as mulheres em Sergipe. Segurança, proteção às vítimas, saúde, qualificação, geração de renda e presença feminina na política são pautas que atravessaram sua passagem pelo Executivo e que agora aparecem novamente em seu projeto para a Alese.

