A gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos) passa a enfrentar mais um episódio de desgaste após a divulgação de uma investigação conduzida pela Divisão de Inteligência da Polícia Civil que apura o suposto envolvimento de um servidor comissionado da Secretaria Municipal da Educação de Aracaju em um esquema de desvio de recursos públicos.
Segundo as informações divulgadas, as denúncias apontam que o esquema investigado poderia funcionar por meio do superfaturamento de contratos firmados entre empresas e a Prefeitura de Aracaju, com parte dos valores retornando ilegalmente a agentes públicos.
Outra linha de apuração envolve a suposta cobrança de propina de empresários para liberação de pagamentos relacionados a contratos já executados e liquidados.
A gravidade do caso aumentou após policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) apreenderem cerca de R$ 240 mil que estavam em posse do servidor lotado na Secretaria de Educação. De acordo com a Polícia Civil, o investigado não teria apresentado uma justificativa considerada satisfatória para a origem do dinheiro encontrado.
Além da instauração de inquérito para apurar a procedência dos valores, a investigação também buscará esclarecer se o montante apreendido possuía alguma relação com financiamento eleitoral.

