A prefeita Emília Corrêa tentou adotar um tom conciliador após a declaração dura da vereadora Moana Valadares, que a colocou contra a parede com relação ao apoio a Rodrigo Valadares para o Senado, mas acabou fazendo exatamente o contrário. Ao classificar a fala da aliada como “infeliz”, escancarou o desgaste interno e a insegurança política que hoje marcam sua condução na oposição em Sergipe.
O movimento foi lido nos bastidores como uma reprimenda mal disfarçada. Em vez de reafirmar liderança ou pacificar o grupo, Emília deixou claro o incômodo por ter sido publicamente cobrada a cumprir um compromisso político assumido em 2024.
A reação da prefeita desmonta o discurso de unidade que ela própria tenta sustentar. Se estivesse tudo “muito tranquilo”, como afirmou, não haveria necessidade de desautorizar, ainda que nas entrelinhas, uma das principais lideranças do PL no estado.
No caso de Moana, ela foi objetiva: falou em palavra dada, em acordo político e em traição caso o combinado não seja respeitado. Emília respondeu com desconforto, e o episódio evidenciou sua dificuldade em lidar com pressões internas e com o preço de uma postura ambígua, marcada por idas e vindas e pela tentativa constante de empurrar decisões para o coletivo.

