Uma nova denúncia reacendeu a polêmica em torno do sistema de videomonitoramento implantado pela Prefeitura de Aracaju. O vereador Elber Batalha acusou a gestão da prefeita Emília Corrêa de mudar o discurso sobre a finalidade das câmeras de segurança, que antes eram apresentadas como instrumento exclusivo de proteção e agora passam a ser utilizadas para aplicação de multas de trânsito.
Segundo Elber, em agosto de 2025, tanto a prefeita quanto o vice-líder da bancada governista afirmavam publicamente que o sistema não teria caráter punitivo, reforçando a narrativa de “sensação de segurança” para a população. No entanto, conforme o vereador, bastou a virada do ano para que, em janeiro de 2026, a Prefeitura lançasse campanha anunciando o uso das câmeras para multar motoristas, com início das autuações a partir de 1º de fevereiro.
A denúncia de Elber se soma a críticas já feitas anteriormente. A jornalista Candisse Carvalho também denunciou o caso, apontando incoerências entre a propaganda institucional da Prefeitura e os próprios contratos do sistema, que preveem tecnologia voltada à fiscalização e à identificação automática de infrações de trânsito.
Com a proximidade do início das multas, a pressão aumenta sobre a gestão municipal para esclarecer se a população foi, de fato, informada desde o início sobre o real alcance do projeto ou se o discurso da segurança serviu apenas como cortina de fumaça para ampliar a arrecadação via autuações.

