O deputado federal Thiago de Joaldo, que já foi preso na Operação Castelo de Cartas, agora precisou reconhecer publicamente que errou ao votar a favor da PEC da Blindagem. A confissão não veio por iniciativa própria, mas como resposta à onda de críticas e à pressão popular que o deixou acuado.
Thiago havia tentado sustentar que sua posição era uma defesa da democracia contra perseguições judiciais. O discurso, porém, soou frágil desde o início e foi desmentido pela percepção generalizada de que a PEC visava blindar políticos de investigações. A contradição entre o que dizia e o que efetivamente votou acabou sendo o estopim para a crise.
Quando decidiu gravar um vídeo admitindo o erro, Thiago não recuperou credibilidade. Pelo contrário: fortaleceu a imagem de quem recua apenas quando não há saída, expondo ainda mais sua falta de convicção.
O episódio deixou claro que a tentativa de justificar o injustificável custou caro ao deputado, que se viu obrigado a ceder diante da rejeição pública. O passado também voltou a pesar. Internautas relembraram sua prisão, destacando que não é de hoje que o nome de Thiago aparece associado a escândalos. Agora, além do histórico comprometedor, soma-se a pecha de incoerente. Um político que fala em democracia, vota por blindagem e, só depois de exposto, reconhece que errou.

