Após semanas intensas de queda de braço, o empresário Edivan Amorim agora se encontra numa corda bamba diante da ofensiva da executiva nacional do partido, que praticamente o humilhou e o mandou se retirar do diretório.
O presidente Valdemar Costa Neto deixou claro que a prioridade da legenda é fortalecer nomes alinhados ao bolsonarismo, movimento que abre caminho para o deputado federal Rodrigo Valadares consolidar o comando do PL no estado.
Com a iminente ascensão de Moana Valadares à presidência estadual da sigla, a pressão sobre Edivan atinge também a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, que vive um dilema político. Liderada pelo empresário, ela terá de escolher se mantém fidelidade a ele, mesmo se desgastando com os bolsonaristas, ou se se submete ao novo comando, aceitando a liderança de Rodrigo.
Para Edvan, perder o PL significaria a maior derrota de sua trajetória política e a quebra de uma longa hegemonia sobre o partido em Sergipe. Para Emília, qualquer movimento será arriscado: seguir com Edivan pode isolá-la, enquanto a aproximação com Rodrigo pode fragilizar sua base e gerar rupturas internas.

