A crise no abastecimento de água que atingiu milhares de sergipanos, principalmente na região metropolitana de Aracaju, desde o último fim de semana, virou combustível político nas mãos da prefeita Emília Corrêa (PL), que deixou seu oportunismo escancarado.
O episódio, provocado pelo rompimento de uma adutora, trouxe transtornos graves à população, mas foi rapidamente transformado em palanque pela gestora, que não perdeu a oportunidade de se colocar no centro do debate.
O discurso, no entanto, destoou completamente do que a própria Emília defendia até pouco tempo atrás, quando dizia que iria furar a bolha do sistemão e que não fazia politicagem. Agora, aproveitando-se do drama de famílias sem água em casa, a prefeita mudou o tom e buscou capitalizar politicamente sobre o caos.
Esse oportunismo escancarado não apenas fragiliza sua narrativa, como também a coloca no centro de uma polêmica que pode ter efeito contrário ao desejado. Ao invés de sair fortalecida, Emília corre o risco de ser lembrada como a líder que preferiu explorar a dor de milhares de famílias sem água para tentar marcar pontos no jogo político.

