A ânsia por ter protagonismo no cenário estadual, somada a decisões precipitadas, do grupo de Emília Corrêa (PL) tem resultado em um verdadeiro jogo de vaidades que coloca em segundo plano a qualidade da gestão municipal, e a população aracajuana é quem paga o preço.
A crise do lixo é um exemplo claro. A coleta irregular, as disputas contratuais e a falta de planejamento resultaram em cenas de acúmulo de resíduos pelas ruas, prejudicando o dia a dia da população e afetando a imagem da cidade.
Outro episódio grave foi o sobrepreço apontado na compra dos ônibus elétricos, que gerou forte desgaste e abriu margem para questionamentos jurídicos e políticos. Esses casos se somam a outras polêmicas recentes, formando um cenário em que os erros administrativos se tornam combustível para a insatisfação popular.
Internamente, o grupo de Emília vem se isolando politicamente, querendo ser a grande estrela. O bloco liderado pela prefeita tem tomado decisões de forma unilateral, excluindo figuras como Valmir de Francisquinho (PL) e definindo por conta própria os nomes para o Senado e para o Governo. Esse movimento, longe de unificar a oposição, evidencia fissuras e cria resistência dentro do próprio bloco, que segue sem rumo para 2026.
Os sinais são claros de que o grupo pretende ir além, ensaiando até o lançamento de Emília como candidata ao governo do Estado em 2026. A estratégia, no entanto, esbarra em um obstáculo significativo: a rejeição da prefeita que vem se intensificando, potencializada pelos problemas administrativos que se acumulam em Aracaju. Caso insista nesse caminho sem corrigir as falhas na gestão, a capital e, por consequência, os próprios planos políticos do grupo, podem pagar um preço ainda mais alto nos próximos anos.

