A eleição interna do PT em Sergipe, realizada neste domingo, 6, expôs, sem rodeios, o colapso político de Márcio Macedo dentro da própria base partidária. Derrotado de forma acachapante por Rogério Carvalho no PED 2025, o ministro volta a Brasília com seu capital político profundamente abalado.
Com 90% das urnas apuradas, a última parcial contabilizou 5.398 votos válidos a Rogério, de um total de 7.774 votos apurados para cargo de presidente estadual.
E este resultado revelou que Márcio perdeu o que há de mais precioso em um partido como o PT: o respaldo da militância. Sua candidatura, representada por Cássio Murilo, não apenas ficou atrás de Rogério, como foi superada de maneira humilhante em diversos municípios, inclusive na capital. Em alguns diretórios, não recebeu sequer um voto.
Fontes próximas apontam que, agora, resta a Márcio a difícil missão de tentar viabilizar uma candidatura a deputado federal em 2026 ou seguir como coadjuvante em Brasília, tentando preservar sua presença no núcleo de confiança do presidente Lula.
Sem base no estado e com o desgaste acentuado entre as lideranças locais, nem mesmo o simbolismo de seu cargo no Ministério garante sua sobrevivência política. Nos bastidores, já há quem diga que o PED 2025 não só definiu a presidência estadual do PT, como selou também o ocaso de um ciclo político que Márcio Macedo não conseguiu renovar.

